A maioria das escolas de triatlo contactadas pela Triatl3ta não perderam jovens deste o início da pandemia, mas o número de federados caiu quase para metade.

Entrou em 2021 com o segundo lugar no Ironman 70.3 do Dubai e vai estrear-se na distância completa em Cascais. Leia a entrevista exclusiva na Triatl3ta.

Nem tudo são boas notícias, é verdade, mas o cenário é menos assustador do que podíamos imaginar. A pandemia cancelou provas, fechou piscinas, suspendeu treinos em grupo, obrigou os clubes a repensarem a sua atividade, mas ainda não colocou em causa a sustentabilidade das equipas.

Como é que os trialtelas universitários conciliam o Alto Rendimento com os estudos?

Incipiente, desvalorizado, irrelevante ou um diamante em bruto. É assim que os paratriatletas olham para a sua modalidade em Portugal.

A proteína é um macronutriente por vezes subvalorizado e outras sobrevalorizado na alimentação do triatleta. A evidência no que diz respeito à ingestão proteica recomendada pode gerar alguma confusão uma vez que não tem um valor certo mas sim um intervalo que, para não especialistas, é muito abrangente.

Na população em geral, a ingestão dietética recomendada é de 0,8g/kg de peso corporal por dia. Estas recomendações podem igualmente ser definidas em função do valor energético e nesse caso recomenda-se que a proteína forneça 15 a 35% da ingestão energética diária.

Um indivíduo fisicamente ativo tem necessidades reconhecidamente superiores às de um sedentário em primeiro lugar não só por ter mais massa muscular mas também por estar mais sujeito a processos de dano provocado pelo esforço (o dito “catabolismo”) que é importante para a adaptação mas requer os nutrientes certos para uma recuperação plena treino após treino.

Nesse sentido, a ingestão proteica recomendada para modalidades de endurance como o triatlo é de 1,2 a 2g por quilo de peso corporal por dia 2, ou seja, para um indivíduo de 70kg pode variar tanto como: 84 a 140g de proteína diários.

O Nutricionista define o valor adequado para o indivíduo em questão tendo em conta: o nível de prática da modalidade, a intensidade, o peso e a composição corporal assim como a história alimentar. Não faz sentido recomendar uma ingestão de 2g/kg a um indivíduo que não ingere sequer 1,2g/kg.

Filipa Valente, Nutricionista

(Leia o artigo completo na Edição Nº17)