Será um fim de semana de nervos de ferro. Entre 26 e 27 de Setembro, Cascais espera “5.000 atletas e mais de 20 mil acompanhantes” para o Ironman “full” e 70.3, segundo previsões da organização avançadas à Triatl3ta.

Jorge Pereira em entrevista exclusiva à revista Triatl3ta

Em entrevista exclusiva à nossa Revista, Jorge Pereira, responsável pelas provas de Cascais, explicou que a chegada da distância completa a Portugal insere-se numa estratégia de “fazer do triatlo a segunda modalidade do País, depois do futebol”. O desafio é grande, mas o trabalho já está no terreno. Vamos ter Ironman em Portugal até, pelo menos, 2024, segundo o contrato assinado com a marca. Para a primeira edição da distância completa estão reservadas 2.500 vagas.

As principais novidades prendem-se com o percurso. A saída de bicicleta do Parque de Transição vai fazer-se na direcção do Guincho e Malveira da Serra para tentar contrariar o drafting. Numa prova onde é proibido “andar na roda” e num país com poucos árbitros, a estratégia da organização passa por fazer uma selecção natural. “Optámos por um percurso que separasse logo os grupos no início do ciclismo”, explica Jorge Pereira. A corrida também muda de local, deixando a marginal e passando para o lado do Guincho, com três voltas de 14 kms no caso da distância completa.

O fim de semana de ferro arranca sábado, com o “full” e prolonga-se até domingo com o 70.3. Entre o final de uma prova e o início da outra não chegam a passar 12 horas. Isto porque o tempo limite para a distância completa serão 16 horas (meia-noite) e o “half” arranca às 10:30 de domingo. Esta segunda-feira começaram as inscrições dos atletas com prioridade por terem participado nas três edições anteriores. Depois desta fase, o preço pode mesmo chegar, no limite, aos 575 euros para garantir a participação na distância completa.