A sustentabilidade do percurso de alto rendimento no triatlo jovem português depende de um reforço urgente dos apoios financeiros.

O aviso é deixado pelo Diretor Técnico Nacional da Federação de Triatlo de Portugal, Bruno Salvador, em entrevista à Triatl3ta, sublinhando que “os nossos jovens precisam de competir com os melhores e isso, em condições de limitações financeiras, precisa de ser entendido por todos”. Segundo o responsável, sem esse suporte adicional, “os nossos jovens não serão bloqueados no seu progresso desportivo”.

Nos últimos anos, Portugal viveu um ciclo de resultados históricos nos escalões de formação, com títulos europeus e mundiais em Juniores e Sub23. Para Salvador, estes feitos demonstram “claramente a qualidade do nosso sistema de desenvolvimento”, mas não eliminam a necessidade de fortalecer a base estrutural. Apesar do sucesso, o DTN reconhece que ainda existe um fosso natural para as grandes nações da modalidade: “As grandes potências beneficiam de uma base mais alargada e de calendários internos altamente competitivos, o que facilita a renovação contínua”.

Estratégia para consolidar o futuro

Para aproximar Portugal das potências do triatlo e garantir uma evolução consistente, a Federação delineou uma estratégia assente em quatro eixos fundamentais: Reforçar a base de praticantes, ampliando o acesso à modalidade; Aumentar as oportunidades competitivas a nível nacional, para elevar o nível interno; Investir na formação de treinadores, garantindo qualidade técnica sustentada; Proporcionar experiências internacionais progressivas, essenciais para preparar atletas de elite. “É natural que existam ciclos de renovação, mas o potencial das novas gerações é muito elevado”, afirma Salvador, convicto de que o talento existe, falta apenas assegurar as condições necessárias para que continue a florescer.