O que é isso do treino que ninguém vê? As respostas neste artigo de Mariana Feijão, Sport Mental Coach
No triatlo, desde cedo temos a tendência em confiar mais nos números como forma de perceber a evolução.
Assumimos que tudo depende de ritmo, potência, volume e de algumas zonas fisiológicas. Os dados organizam o treino e oferecem uma sensação de controle dentro de um desporto que, na sua essência, exige adaptação constante ao desconforto, à incerteza e ao limite. No entanto, ao longo dos anos a acompanhar atletas, especialmente no contexto dos clubes e do universo Age Group, tornou-se evidente que existe uma dimensão profundamente determinante da performance que não aparece em métricas nem em relatórios. Uma dimensão silenciosa, mas estruturante, que sustenta a permanência, a motivação e a relação do atleta com o desporto. A essa dimensão chamo treino invisível.
Um clube de triatlo é muito mais do que um espaço de prescrição técnica. É um sistema humano vivo, composto por histórias individuais, expectativas, fragilidades, desejos de superação e necessidade de pertença; nem que seja por associação. Quando um atleta entra num clube, entra também num campo simbólico que já existe antes dele. Há uma linguagem implícita, valores que se sentem mesmo quando não são verbalizados, formas de reconhecimento, lugares de destaque, silêncios que comunicam.
O indivíduo começa, muitas vezes sem consciência, a ajustar o seu comportamento emocional ao coletivo. Observa, compara-se, regula-se a partir do grupo e procura o seu lugar dentro dele. O atleta Age Group vive o triatlo n meio da vida real, o que o diferente em muito dos atletas profissionais. Mas que, muitas vezes a auto exigência se assemelha àqueles que vivem do desporto.
(ARTIGO COMPLETO AQUI: https://heyzine.com/flip-book/c31d163208.html)