Na edição 39 , conversamos com vários irmãos e pais para perceber como é fazer triatlo em família
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Editorial - FAMÍLIA TRIATLO
O triatlo português vive, por estes dias, um dos momentos mais extraordinários de sua história. Vasco Vilaça lidera o Campeonato do Mundo, Ricardo Batista está entre os melhores do mundo e Portugal deixou de ser apenas um país que sonha para passar a ser um país que faz acontecer. Mas os grandes momentos raramente nascem de repente.
Nesta edição, dedicamos um dossiê aos irmãos no triatlo que nos ajuda a perceber isso mesmo. Por trás dos resultados, há pais, viagens, treinos ao fim do dia, fins de semana na estrada, bicicletas preparadas em casa e irmãos que se empurram uns aos outros para a frente.
Ao longo destas páginas, encontramos histórias diferentes, mas unidas por uma mesma ideia: no triatlo, a primeira equipe começa muitas vezes em casa. Há irmãos que abriram caminho e outros que seguiram seus passos. Há quem tenha aprendido a ser mais organizado, mais descontraído, mais corajoso, mais paciente ou simplesmente mais capaz de não desistir.
Também por isso, este momento do triatlo português deve ser lido para lá do brilho imediato. A liderança mundial do Vasco, a consistência de Ricardo Batista, o crescimento de uma geração cada vez mais forte e o caminho da estafeta misto rumo ao sonho olímpico são a expressão mais visível de uma cultura que se foi construindo com tempo.
Portugal tem hoje atletas capazes de competir com os melhores porque, antes disso, tiveram famílias que acreditaram. Os irmãos que aqui retratamos mostram precisamente essa base invisível do sucesso. Mostrar que uma competição individual também pode ser uma construção coletiva.
Este é, talvez, o retrato mais bonito do triatlo português: um esporte exigente, duro, por vezes solitário em prova, mas profundamente comunitário no caminho.