João Morais, Médico Fisiatra, escreve sobre as causas e o tratamente necessário para as fracturas de stress.

A outra vida de um olímpico

As fracturas de stress são um tipo de lesão óssea causada por uma carga mecânica aplicada de forma rítmica durante um longo período de tempo, provocando microfracturas no osso. Com “carga” contínua, as microfracturas provocam uma ruptura da camada mais externa do osso (camada cortical) e consequente fractura de stress.

As fracturas de stress ocorrem geralmente 2 meses após o atleta ter aumentado abruptamente a intensidade e a duração do treino. Esta sobrecarga para a qual o osso pode não estar preparado para suportar provoca microfracturas e o resultado clínico dessas forças mecânicas de repetição excedem os mecanismos naturais que o osso tem para reparar danos (mecanismos intrínsecos de reparo do osso), provocando Fractura de Stress.

“Estas fracturas podem representar até 20% das lesões desportivas”

Estas fracturas podem representar até 20% das lesões desportivas, sendo mais frequentes em mulheres e em desportos como o atletismo, triatlo, bailarinos, assim como populações especificas, como por exemplo os militares. Anatomicamente, a tíbia, perónio (ou fíbula), na perna, e os metatarsos (ossos do pé) são os ossos mais frequentemente afectados. No entanto estão descritas fracturas de costelas, em nadadores e fracturas do úmero, em jogadores de ténis. Embora a fisiopatologia não esteja completamente esclarecida, o tempo de treino é um denominador comum neste tipo de fracturas.

Existem muitos fatores extrínsecos e intrínsecos ao indivíduo que podem colocar um determinado atleta em risco de desenvolver uma fractura de stress.

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